BÁRBARA JORDÃO RODHNER
Estou perturbada .
Estou perturbada ...
Estou perturbada !
Desci a serra, subi a serra, encontrei a praia , trespassei a areia,
abri os braços, rasguei o espaço, acolhi o vento, expandi o ventre,
escorri de sonhos, sangrei da alma, voltei a casa.
Choveu
Choveu
Choveu
Choveu
Tal qual dilúvio da bíblia; choveu
Fechei os braços .
Enrolei-me nos embaraços .
Chorei os medos e ouvi me baixinho .:
Estou perturbada
Estou perturbada
Estou perturbada !
Porque ????!
.
Silêncio.
Deixei-me ficar até chegar.
Foi o rapaz. O rapaz que eu vi pelo canto do olho enquanto vivia a minha própria vidinha dentro do meu ego, longe do tudo.
Foi o rapaz; O rapaz do escuro;
Foi o rapaz; o rapaz no escuro, debaixo da chuva com olhos de cão abandonado em vão debaixo da chuva.
Foi o rapaz...
Sim.
Estou perturbada .
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
Ontem andei a pé na minha Sintra
BÁRBARA JORDÃO RODHNER
Ontem andei a pé na minha Sintra.
Era noite e era dia.
Parei de frente a uma casa abandonada outrora ardida em horrores.
semi cor de rosa e semi apagada Já foi vendida e recomprada mil vezes;
Mil vezes vendida e recomprada mas jamais restaurada…
Á medida que A olhava Ela olhava-me de volta e sem volta para mim.
Chamou-me à atenção uma janela;
uma janela que foi abandonada, aberta
Chamou-me à atenção as vidas que ali foram abandonadas, sonhos esquecidos fechados e largados.
QUEM VIVEU ALI?
Enquanto a mente cavalgava rapida e palpitante as lagrimas escorriam.
Sintra, sintra minha...
Enlouquece-me a loucura do abandono
Da Ruina.
Enlouquece-me a loucura de se poder comprar para abandonar,
Enlouquece-me ser possível TER para se Largar.
Onde foi parar o restaurar, o recriar, o reconstruir?
Enlouquece-me esta Sintra perdida, caída.
Enlouquecem-me as vozes que susurram de dentro e por dentro das paredes
Anda…Anda minha menina...
Fecha-me a janela, acende-me a lareira, refaz-me com a tua vida.
Habita-me. Ama-me. Cuida-me. Nutre-me… Faz de mim o t'Eu ninho.
e ao enlouquecer, enlouquecida enlouqueci.
Fugi.
Para dentro da minha casa não fosse aquele feitiço prender-me ali.
Perdida.Amarrada Sonhei no centro do meu leito.
Havia um Homem de cabelo branco, velho.
Arrombava-me a porta.
Eu via.
Eu impedia.
Ele dizia…
Podes-te esconder, mas eu vou-te sempre reencontrar
Estás perdida.
Estás assombrada.
.
Sintra, sintra minha, ao quanto me obrigas quando tens dias assim...
São noites tortas, enviuvadas que se traduzem em palavras encavalitadas que me dizem tanto e provavelmente quase nada. Servem-me os horrores para escrever contos aos setenta e seis anos de idade que hei-de completar depois do dia em que não morri.
Obrigada Sintra Cinza Minha.
Bárbara Jordão Rodhner
Era noite e era dia.
Parei de frente a uma casa abandonada outrora ardida em horrores.
semi cor de rosa e semi apagada Já foi vendida e recomprada mil vezes;
Mil vezes vendida e recomprada mas jamais restaurada…
Á medida que A olhava Ela olhava-me de volta e sem volta para mim.
Chamou-me à atenção uma janela;
uma janela que foi abandonada, aberta
Chamou-me à atenção as vidas que ali foram abandonadas, sonhos esquecidos fechados e largados.
QUEM VIVEU ALI?
Enquanto a mente cavalgava rapida e palpitante as lagrimas escorriam.
Sintra, sintra minha...
Enlouquece-me a loucura do abandono
Da Ruina.
Enlouquece-me a loucura de se poder comprar para abandonar,
Enlouquece-me ser possível TER para se Largar.
Onde foi parar o restaurar, o recriar, o reconstruir?
Enlouquece-me esta Sintra perdida, caída.
Enlouquecem-me as vozes que susurram de dentro e por dentro das paredes
Anda…Anda minha menina...
Fecha-me a janela, acende-me a lareira, refaz-me com a tua vida.
Habita-me. Ama-me. Cuida-me. Nutre-me… Faz de mim o t'Eu ninho.
e ao enlouquecer, enlouquecida enlouqueci.
Fugi.
Para dentro da minha casa não fosse aquele feitiço prender-me ali.
Perdida.Amarrada Sonhei no centro do meu leito.
Havia um Homem de cabelo branco, velho.
Arrombava-me a porta.
Eu via.
Eu impedia.
Ele dizia…
Podes-te esconder, mas eu vou-te sempre reencontrar
Estás perdida.
Estás assombrada.
.
Sintra, sintra minha, ao quanto me obrigas quando tens dias assim...
São noites tortas, enviuvadas que se traduzem em palavras encavalitadas que me dizem tanto e provavelmente quase nada. Servem-me os horrores para escrever contos aos setenta e seis anos de idade que hei-de completar depois do dia em que não morri.
Obrigada Sintra Cinza Minha.
Bárbara Jordão Rodhner
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Fui ali a Roma e voltei
BÁRBARA JORDÃO RODHNER
Fui ali a Roma e voltei.
Levava no bolso um papel amarfanhado tal qual emigrante desdentado.
Peguei
nos ténis e num mapa e caminhei. Não vi metros, nem bicicletas, vi
scootters com fartura e taxistas civilizados e simpáticos ( bizarro
...) Desmanchei a ilusão que trouxera dos filmes americanos onde se
retratam os italianos como famílias numerosas aos gritos e aos
encontrões num desenrolar de massa colorida; antes; comi salada e
compreendi que Família numerosa conheço eu dentro das 4 paredes da minha
própria casa.
Em Roma reina o silencio, os
solteiros bem vestidos, as mulheres muito giras e nada que se apresente
como um possível e eventual "filho".
Fui à
fonte das moeditas ( fonte di trevi ) para pedir um desejo mas fugi
rapidamente com a vontade sincera e inabalável de não voltar ali. Eram
pessoas e mais pessoas a banharem-se que nem umas loucas com jeans
velhos e t-shirts usadas sem glamour; absolutamente nenhum, debaixo de
uns reais e concretos 40 graus que queimavam qualquer sonho ou objecto
de ilusão. Eram turistas e mais turistas a treparem costas acima, braços
abaixo pelas pernas e pelas cinturas à procura de uma fotografia
pseudo-perfeita de estátuas de homens musculosos brancos e nus a
espirrar uma Arte que já se foi. Eu; comprei um postal por cinquenta
cêntimos numa "barraca" vazia mais à frente e dei-me por .:
verdadeiramente feliz*
Já desiludida com a
cidade de sonho onde se filmou o famoso "Roman holiday" e o mais recente
"From Rome with Love" caminhei semi-triste rumo ao lado oposto de tudo o
que tinha escrito no dito papelito amarelado e amarfanhado e foi então
que encontrei a "luz"; tal qual papa franciscano; uma livraria à moda
absolutamente antiga. Daquelas que cheira realmente a livros colados com
cola branca. Entrei e sentei-me num suspiro profundo de entrega a um
banco branco almofadado e com a forma real e enformada de um rabo;
usado; portanto . Folheei quilogramas de bichos amigos, uns de cada
dura, outros lindamente ilustrados, todos eles traduzidos na língua bela
e cantante que é, de facto, o italiano. Não fui incomodada nenhuma vez
por uma pressa irritante e suplicante de uma eventual e possível venda,
Antes, fui acolhida. Não fui assediada, nem empurrada; antes; encontrei
espaço no Espaço para me Transpor e repor em cenários de magia,
mergulhei fundo nas fontes imaginarias do meu ser e jamais fui
interrompida; prometi-me assim proteger-me.:
Jamais voltar a visitar sítios cuja a expectativa é demasiado elevada.
Jamais
ouvir opiniões alheias sobre esses mesmo sítios onde essas mesmas
pessoas com opiniões ( não desfazendo ) foram tão felizes e assim, sem
mais nem menos, entendi que trazia no peito uma enorme angustia, essa
sim, tão real. Saudades imensas da minha casa, não só das paredes
"endiabradas" mas das árvores envolventes, da magia mágica, do
misticismo místico, do fantástico inocente e ao mesmo tempo perverso que
é a minha pequena e grande cidade, vila aldeia ilha de Sintra , minha
mãe, meu útero, minha caverna gruta aveludada com musgo e humidade .
Amo-te terra Permeável e inalterada que Permanece para sempre assombrada
pelas bruxas com fama justa de mal fadadas, que desabrocha em vida a
cada segundo debaixo dos meus pés. Hei-de morrer cheia de reumático e
artrites, é certo mas a sorrir um sorriso desdenhosamente quente com
aquilo que te sei; sobre.
Roma é lindo sim,
sobretudo fora dos mapas traçados onde existem italianos a viver a
Itália, de verdade "" mas Sintra é e sempre será a minha Sintra* serra
preferida e favorita .
Coisas... de menina.
Portanto .
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Tenho a dizer que...
BÁRBARA JORDÃO RODHNER
Tenho a dizer que.:
Rússia é o meu desdém desde que
E, no entanto, meu enorme fascínio.
Fiz a minha ultima filha lá.
Moscovo.
Fi-la lá porque sim, porque os metros estão submersos de gente a tocar musica exemplar, sem erro;
sem palavras pirosa, nem cantigos bizarros;
gosto.
gosto de.
e isso faz com que.
gosto de países frio;
como sintra É em si só; num Só pais. ponto.
gosto de branco; como a neve.
gosto de música; como o silencio.
gosto das não-certezas,
das não-invasões como só os russos SE teem em si mesmos.
gosto.
GOSTO
da sua expressão. PONTO
ora, nesta área.:
TODA eu sou uma enorme frustração da royal academy of ballet de u.k;
onde estive no ensino superior e superei dois anos.:
PONTO.
Devia ter sido LOGO mandada aos russos;
ao invés de permanecer nos ingleses gordos onde ninguém me entendia.
Os russos bebem vodka fresca pela manha e comem cereais cornFlakes secos,
os ingleses comem salsichas com ovos moles,
se isso não diz tudo a nível de arte experimental corporal devia.
Sem mais nada a acrescentar
.PONTO, Portanto.
Tenho a dizer que.:
Rússia é o meu desdém desde que
E, no entanto, meu enorme fascínio.
Fiz a minha ultima filha lá.
Moscovo.
Fi-la lá porque sim, porque os metros estão submersos de gente a tocar musica exemplar, sem erro;
sem palavras pirosa, nem cantigos bizarros;
gosto.
gosto de.
e isso faz com que.
gosto de países frio;
como sintra É em si só; num Só pais. ponto.
gosto de branco; como a neve.
gosto de música; como o silencio.
gosto das não-certezas,
das não-invasões como só os russos SE teem em si mesmos.
gosto.
GOSTO
da sua expressão. PONTO
ora, nesta área.:
TODA eu sou uma enorme frustração da royal academy of ballet de u.k;
onde estive no ensino superior e superei dois anos.:
PONTO.
Devia ter sido LOGO mandada aos russos;
ao invés de permanecer nos ingleses gordos onde ninguém me entendia.
Os russos bebem vodka fresca pela manha e comem cereais cornFlakes secos,
os ingleses comem salsichas com ovos moles,
se isso não diz tudo a nível de arte experimental corporal devia.
Sem mais nada a acrescentar
.PONTO, Portanto.
domingo, 1 de setembro de 2013
A minha nova paixão
BÁRBARA JORDÃO RODHNER
Morbidamente minha,
Tão minha esta nova paixão.
Revejo-me na musculatura de uma pele largada ao chão tal-qual serpente-veneno-toxico, nas camadas-encadernadas da minha alma rasgada, concertada com lápis e uma agulha em cordel.
Perdi-me no escuro quando nasci.
Julgo, por fim, que nem sei se nasci.
Bárbara Rodhner
A mesma, A outra
Morbidamente minha,
Tão minha esta nova paixão.
Revejo-me na musculatura de uma pele largada ao chão tal-qual serpente-veneno-toxico, nas camadas-encadernadas da minha alma rasgada, concertada com lápis e uma agulha em cordel.
Perdi-me no escuro quando nasci.
Julgo, por fim, que nem sei se nasci.
Bárbara Rodhner
A mesma, A outra
sábado, 24 de agosto de 2013
Tempos medievais na Península Ibérica
BÁRBARA JORDÃO RODHNER
Está literalmente TUDO a arder, mais uma vez...
São tempos medievais desde que me lembro ... Absolutamente Toooodos os verões, TODOS os anos; a história repete-se e ninguém faz nada e depois repete-se e ninguém faz nenhum ; e quando nada se faz; nada se muda; é tão certo como o eu me chamar Bárbara .
Padrões que se repetem, c-o-n-s-t-a-n-t-e-m-e-n-t-e, por varias razões que desconheço mas posso perfeitamente tentar calcular.:
A falta de acção nas aldeias; hoje em dia praticamente abandonadas no interior e no norte do pais levam muitos adolescentes e perversos a procurarem alguma acção através da agitação de um fogo; meios sociais que precisam de dramas para vender jornais e revistas pirosas cor-de-rosas, tanto interesse económico da parte de alguma empresas privadas de aviação que disponibiliza tanques e mão-de-obra a preços exuberantes nestas épocas, para não falar privadas que querem accionar os seguros e construtores que querem activar licenças e assim pergunto-me.:
Quantos psicólogos maravilhosos desempregados há neste pais? Quantos maravilhosos técnicos de investigação que traçam perfis de potenciais psicopatas em "trinta segundos" EXISTEM realmente e são formados e bem formados em e Por Portugal? Porque não se auto-nutre de apoio preventivo durante o ano e nao se prepara devidamente este nosso querido Estado, em estado totalmente ardido, a desenhar planos e estratégias de prevenção para apanhar psicopatas a tempo de evitar estes enormes fogos e para alertar a população para indicadores importantes para a denunciação essencial e tão preventiva ?
Irriita-me enquanto Mulher e Mãe e Cidadã Activa na sociedade a quantidade de homens e mulheres grandes e saudáveis presos e presas à espera; a precisar e a querer algo nobre para fazer; tanto "pateta-alegre" a encher discotecas e a encher a cabeça de estupefacientes neste Portugal inteiro; a celebrar férias quando não fez absolutamente nada o ano inteiro; Tanto desempregado a usar subsídios sem vontade nenhuma de se trabalhar e de trabalhar e Tanto trabalho comunitário URGENTE por e para fazer ...
Pobre criança cuj'a sua alegria e inocência morreu por "nós" que "fumamos" levianamente e atiramos cigarros ao vento, que pensamos em roupas descapotáveis e fluorescente para ir para o próximo sítio fazer ABSOLUTAMENTE nenhum; pobre criança que foi privada de uma mãe para salvar esta minha e a nossa nação, que tem coisas boas, sim, mas neste assunto é absolutamente e ainda TÃO estúpida e arcaica!
Tempos medievais, sim ! Os que ainda se vivem nesta nossa partilhada península ibérica.
Já chega de padrões de fogos o verão inteiro;
Civismo meus senhores!!!!! Por favor.
Paz às Almas de quem se voluntaria .
Sobrevoo Portugal e Espanha e não encontro palavras para descrever o cheiro que se embrenha nos meus cabelos, a angustia que se enrola sobre e no meu peito e a raiva que palpita na minha garganta ...
Está literalmente TUDO a arder, mais uma vez...
São tempos medievais desde que me lembro ... Absolutamente Toooodos os verões, TODOS os anos; a história repete-se e ninguém faz nada e depois repete-se e ninguém faz nenhum ; e quando nada se faz; nada se muda; é tão certo como o eu me chamar Bárbara .
Padrões que se repetem, c-o-n-s-t-a-n-t-e-m-e-n-t-e, por varias razões que desconheço mas posso perfeitamente tentar calcular.:
A falta de acção nas aldeias; hoje em dia praticamente abandonadas no interior e no norte do pais levam muitos adolescentes e perversos a procurarem alguma acção através da agitação de um fogo; meios sociais que precisam de dramas para vender jornais e revistas pirosas cor-de-rosas, tanto interesse económico da parte de alguma empresas privadas de aviação que disponibiliza tanques e mão-de-obra a preços exuberantes nestas épocas, para não falar privadas que querem accionar os seguros e construtores que querem activar licenças e assim pergunto-me.:
Quantos psicólogos maravilhosos desempregados há neste pais? Quantos maravilhosos técnicos de investigação que traçam perfis de potenciais psicopatas em "trinta segundos" EXISTEM realmente e são formados e bem formados em e Por Portugal? Porque não se auto-nutre de apoio preventivo durante o ano e nao se prepara devidamente este nosso querido Estado, em estado totalmente ardido, a desenhar planos e estratégias de prevenção para apanhar psicopatas a tempo de evitar estes enormes fogos e para alertar a população para indicadores importantes para a denunciação essencial e tão preventiva ?
Irriita-me enquanto Mulher e Mãe e Cidadã Activa na sociedade a quantidade de homens e mulheres grandes e saudáveis presos e presas à espera; a precisar e a querer algo nobre para fazer; tanto "pateta-alegre" a encher discotecas e a encher a cabeça de estupefacientes neste Portugal inteiro; a celebrar férias quando não fez absolutamente nada o ano inteiro; Tanto desempregado a usar subsídios sem vontade nenhuma de se trabalhar e de trabalhar e Tanto trabalho comunitário URGENTE por e para fazer ...
Não poderia o Estado em estado ardido investir em cursos de prevenção e controlo de fogos e seleccionar pessoas para apoiar devidamente a nação em épocas destas para proteger os poucos ( que são mesmo poucos ) que ainda dão o corpo ao manifesto da reprodução e que ainda se esforçam e tentam educar os filhos segundo alguns valores importantes e noções realistas da vida ? Possam as mães dormir "minimamente" descansadas em casa com os seus filhos aninhados nos berços. Possam os pais providenciar comida para as suas famílias e também eles serem devidamente protegidos! Ontem morreu uma bombeira bem mais nova do que eu; deixou para trás uma filha de quatro anos com o coração em chamas ; chama essa que provavelmente nunca se irá apagar .
Pobre criança cuj'a sua alegria e inocência morreu por "nós" que "fumamos" levianamente e atiramos cigarros ao vento, que pensamos em roupas descapotáveis e fluorescente para ir para o próximo sítio fazer ABSOLUTAMENTE nenhum; pobre criança que foi privada de uma mãe para salvar esta minha e a nossa nação, que tem coisas boas, sim, mas neste assunto é absolutamente e ainda TÃO estúpida e arcaica!
Tempos medievais, sim ! Os que ainda se vivem nesta nossa partilhada península ibérica.
Já chega de padrões de fogos o verão inteiro;
Civismo meus senhores!!!!! Por favor.
Paz às Almas de quem se voluntaria .
Apenas uma mãe irada ;
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Os cactos nem morrem, muito menos de pé
BÁRBARA JORDÃO RODHNER
Bárbara Jordão Rodhner. Nascida no dia 27 de Novembro de
1980, ás 23.35h, junto ao mar imenso da baía de Cascais marca a viragem de uma
nova Era. Por vezes chamada de criança hiperactiva, criança-indigo, criança
rebelde, foi, é apenas criança-Criança, no verdadeiro sentido da palavra,
Viveu, percorreu, caiu, chorou, levantou-se, ousou e Venceu. Agora olha para
trás e re-Une tudo em gestos imensos; a palavra é arma e ela usa, sem medo,
para activar as mentes adormecidas. Acredita que a cura do mundo é a sua
própria cura. Acredita na vida, nos milagres, na magia e na felicidade.
Utópica? Tem dias que parece mas na maioria dos outros Bárbara Jordão &
Bárbara Rodhner é a prova viva de que Existir É uma Oportunidade Única de Luz.
Para mais detalhes procure www.barbararodhner.com
Acompanhada pela voz de Mercedes Sosa, perdida nas palavras
fortes da sua canção "La. maza"
esqueço-me do que penso que sou para abraçar um fogo que me sobe perna acima,
braço abaixo, mão adentro; uma espécie de grito outrora mudo agora surdo que
guardo em mim não porque me consome mas SIM porque me libera.
Antes. Antes gritava rua acima, rua abaixo, beco adentro,
beco "afora" numa luta
desumana contra a humanidade insana que também eu sou, fui, vou sendo e agora.
Agora...
Agora mastigo as palavras para que me saibam melhor, mergulho
sentimento adentro, sentimento abaixo numa loucura mais saudável para quem
permanece junto a mim; são dias inteiros, enormes, imensos, intensos onde não
me perco, não porque não posso mas sim porque não quero; viciada em mim, numa
consciência totalmente inconsciente que não me permite mais distracções com os
destroços do que foi, do que podia ter sido, do que possivelmente será, mas que
constrói; com braços, mangas, músculos,
testículos, dentes, mandíbulas , línguas que são quem Sou. Tenho-me; em mim.
Mulher Atenas, filha de Hércules porque lhe apetece, que veste as calcas
tingidas pelo seu próprio sangue e se entrega a Deméter quando lhe apetece;
dançando o escuro como sua segunda pele que rodopia alma adentro, alma afora e
arranha e mata e esfola e ama e perdoa quem lhe quer mal, a si e aos seus.
Tudo isto reflectido numa janela frágil, fraca, fechada na
abertura do seu fecho, pendurada pela mão na sua própria solidão, abençoando e
abraçando a sua própria e maravilhosa loucura. Venha daí a poesia solta! a que
não se explica, a que não se lê; voz adentro, voz afora, a que é atirada contra
as paredes como barro molhado e sujo, com pedaços de pó de quem se vive numa
casa acima, numa casa abaixo com quatro paredes apenas e um tecto bem fundo.
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