segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A secular feira de Nossa Senhora das Mercês

RUI OLIVEIRA

Segundo a tradição local, a Feira das Mercês é bastante antiga e muito anterior ao século XVIII. Porém, as primeiras referências documentais à Feira e Romagem da Senhora das Mercês reportam-se apenas à segunda metade do século XVIII. A primeira referência colhemo-la nas «Memórias Paroquiais» de 1758 (referentes a Belas), onde se cita a feira livre de Meleças, realizadas no 3.º e 4.º Domingo de Outubro, sem mencionar, contudo, o orago (o da N.S. das Mercês ou outro). Nas mesmas «Memórias Paroquiais», mas referentes a São Martinho, o Prior Sebastiam Nunes Borges refere, integrada na “Vintena” do Algueirão, o lugar das Mercês (AZEVEDO, 1982). Um documento régio de 1771 (de 7 de Junho) esclarece que a feira se realizava, então, em: «...um lugar despovoado, e sito entre Meleças e a Ermida das Mercês...». A ermida era bastante exígua e tinha apenas um capelão, o que obrigava a muitos suplicantes ficarem sem missa, pelo que, entre outras razões mais prosaicas, o Rei, D. José I, manda transferir esta Feira e Romagem da Senhora das Mercês para a Vila de Oeiras, então senhorio do Marquês de Pombal (que era também o proprietário dos terrenos e ermida da feira de Meleças). A situação alterou-se em 1780 (17 de Outubro) quando D. Maria I autoriza aos: «... moradores [...] do Sítio da Ermida de N. S.ª das Mercês, [...] a continuar a sua Feira no 3.º e 4.º Domingos de Outubro », situação que ainda se mantém na actualidade (MAGALHÃES,1992).

Quanto ao orago da Senhora das Mercês sabemos que é bastante antigo em Portugal. Introduzido nos séculos XIV/XV pelos Frades Mercedários, de origem castelhana, na região de Alenquer (localidade de Merceana). No século XVIII, a forte devoção de Sebastião José de Carvalho e Melo pela Senhora das Mercês, devoção já com tradição familiar, como se pode aferir pelo seu baptismo na Igreja Paroquial de N. S.ª das Mercês, em Lisboa (PORTUGAL, 1974), está na base da forte implantação deste orago um pouco por toda a região e, sobretudo, nesta tradicional e secular feira.

   
Por outro lado Sebastião José de Carvalho e Melo, nas suas Apologias, invoca ser padroeiro da igreja de Nossa Senhora das Mercês de Lisboa e juiz perpétuo da Irmandade nela existente do Santíssimo Sacramento. Referindo que tudo fizera, logo após o terramoto, para restabelecer o culto divino naquele templo; e que obtivera meios do governo para acudir às religiosas que, após o cataclismo e a crise sísmica de 1755, vagueavam pelas ruas e a quem conseguiu que «… fossem recolhidas em decentes clausuras». Na sua argumentação apologética, faz outras referências ao seu empenho na ornamentação e edificação de ermidas nas suas quintas de Oeiras e da Granja de Sintra (actual Base Aérea n.º 1), assim como nas suas casas da Rua Formosa e do Algueirão para, como diz «… as pessoas da família e da vizinhança ali pudessem assistir aos actos de Culto» (SERRÃO, 1982).


Precisamente e com base, quer na tradição local, quer em suporte documental coevo, não temos qualquer relutância em aceitar que o tradicional cortejo (os mais idosos utilizam a designação de círio), de cariz suplicante ou penitencial, que a população do Algueirão Velho efectua no dia da Procissão da Nossa Senhora das Mercês, tenha tido origem na segunda metade do século XVIII com o patrocínio do I.º Marques de Pombal, bem como dos seus descendentes familiares.



                                       Feira das Mercês em 1956

Aferimos esta hipótese com um documento proveniente da Cúria Patriarcal de Lisboa e constante dos Livros de Visitações Gerais (ms.54, fls. 31-31v.), que relata a visita à Paróquia de Nossa Senhora de Belém de Rio de Mouro, no ano de 1760 (PEREIRA, 1980), no qual que se pode ler o seguinte: «Tem as ermidas: a da Nossa Senhora do Cabo [Espichel] na quinta da Azenha, tem donatário. (…/…). A da Nossa Senhora do Ó no sítio de Meleças, tem donatário. A de Nossa Senhora da Conceição do Recoveiro, da mesma sorte. A de São João Baptista e Santa Brígida no Telhal, o mesmo. A do Santíssimo Nome de Maria nas Serradas, o mesmo. A do Espírito Santo é do povo. A da Nossa Senhora das Mercês que o povo está de posse. Todas estão com decência e têm aprovação ordinária». Ora, a expressão que o povo está de posse consubstancia, em nossa opinião, que o povo detém o usufruto da ermida, mas não é o seu donatário. Porque, se o fosse, a expressão utilizada era a mesma para a ermida do Espírito Santo, de Rio de Mouro Velho, que o documento afirma inequivocamente que: é do povo. Por outro lado, a tradição oral e alguns, poucos, documentos escritos existente no acervo documental da actual Comissão de Festas do Algueirão (doc. 1), revelam-nos indícios desse usufruto por parte do povo do Algueirão, no período dos festejos da Senhora das Mercês. Contudo, esse usufruto decorria sob a orientação de Confraria/Irmandade, ou simplesmente comissão, previamente sancionada pela família donatária, com encargos pecuniários e de trabalho. Esta estratégia organizativa dos festejos que, tanto quanto julgamos saber, era usual na região saloia sintrense, prende-se com a ancestral necessidade dos proprietários em “rentabilizar” as suas propriedades.

  

Ora, sendo por demais evidente que a componente organizativa de raiz popular é bastante profunda no que concerne à festa a Senhora das Mercês, importa saber, se esta se quedava apenas pela celebração de Outubro ou se, outrora, o mesmo empenhamento popular promovia, para o mesmo espaço sagrado, outras celebrações. Efectivamente, temos notícias da realização de uma outra feira em Abril, a Feira do Espírito Santo. A notícia consta no artigo intitulado Historial das “Feiras das Mercês”, de J. Magalhães, em que é referido a realização de duas feiras anuais a primeira das quais seria precisamente a do Espírito Santo, em data anterior a 1771.




Os cargos (acima)são constituídos por uma estrutura em madeira,  o cepo,  de três andares  de configuração  cónica, com a função de armar  as fogaças,bolos  tradicionais  da  feira das Mercês.  Toda   a estrutura é artisticamente forrada a papel colorido, recriando motivos florais e farripas,  em  jogo cromático  com  fitas  de  seda,  ao gosto  e de acordo  com a promessa de cada suplicante.

Agosto de 2013           
DOCUMENTO ANEXO:


Notas:
(1)  Em visita recente à ermida das Mercês, ocorrida na Festa e Feira de Outubro de 2009 na companhia do prestigiado investigador e amigo Jorge Teles, retivemos da afável conversa, a importância da iconografia alusiva o Espírito Santo que, como todos sabemos, é representado por uma pomba. Este registo iconográfico é muito usual nos templos, o que acontece é que na Ermida das Mercês adquire destaque e quando correlacionado com a tradição, pode indiciar a realização deste antigo e popular culto do Divino Espírito Santo, nas Mercês. 

Bibliografia
 
AZEVEDO, José Alfredo da Costa; 1982, «Velharias de Sintra IV, Memórias Paroquiais»; edição da C.M. de Sintra, pp. 149-50 e 159-60.

MAGALHÃES, Jeová ; 1992, «Historial das Feiras das Mercês», in: Varanda de Sintra (jornal) N.º I de 20 de Novembro, pp. 6 e7.

PEREIRA, Pa. Isaías da Rosa; 1980, «Subsídios para a História da Diocese de Lisboa do século XVIII» Lisboa.  Transcrição parcial da folha 31-31v. do Ms. 54 – Visitas de 1760 – A.C. Patriarcal de Lisboa.

PORTUGAL, Fernando & MATOS, Alfredo; 1974, «Lisboa em 1758, Memórias Paroquiais»; edição da C.M. de Lisboa, pp. 195/202.

SERRÃO, Joaquim Veríssimo; 1980, «O Marquês de Pombal – o Homem, Diplomata e o Estadista» edição conjunta das C. Municipais de: Oeiras, Pombal e Lisboa, p. 98

domingo, 25 de agosto de 2013

Os presidentes das Juntas de Freguesia de Sintra

RICARDO DUARTE 

Dentro de um mês realizar-se-á mais um acto eleitoral autárquico, o décimo primeiro em período pós-Revolução de Abril de 74. Terá a novidade de se efectuar no âmbito de uma reforma administrativa polémica e descabida, incidida sobre as Freguesias, a unidade geográfica de menor dimensão e por isso a mais próxima das populações. No que a Sintra diz respeito, originou a passagem das anteriores 20 freguesias para o número de 11, por via de agregações. Assim, as três da sede de Concelho deram origem à União das Freguesias de Sintra, aparecendo as suas seculares denominações entre parênteses conjuntamente com tal designação.
Eis o que as populações fizeram acontecer desde 1976 em dez actos eleitorais no que toca à escolha dos seus representantes nas Assembleias das três freguesias centrais de Sintra:

ELEIÇÃO DE 12 DE DEZEMBRO DE 1976
SANTA MARIA E S.MIGUEL
Presidente- Eduardo Faria Correia Adão
Mandatos: PS 6, Comissão Eleitoral de Santa Maria 2, PPD 2,CDS 1

S.PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente-João Carlos Inácio de Almeida
Mandatos: PS 5, FEPU (Frente Eleitoral Povo Unido) 2, PPD 1 , CDS 1

S. MARTINHO
Presidente-Emídio Fernandes Costa
Mandatos- PS 6, PPD 1, CDS 1, PCP 1

ELEIÇÃO DE 16 DE DEZEMBRO DE 1979
S. MARIA E S.MIGUEL
Presidente- Cap. António João Matos
Mandatos- AD(Aliança Democrática PSD/CDS) 9, PS 5, APU (Aliança Povo Unido/PCP) 5

S. PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente-José António Serôdio
Mandatos- AD 5,  PS 4, APU 4

S. MARTINHO
Presidente-Manuel dos Santos Cabo
Mandatos- AD 7, PS 4, APU 2

ELEIÇÃO DE 12 DE DEZEMBRO DE 1982
S.MARIA E S.MIGUEL
Presidente-Carlos Jesus Neves
Mandatos- AD 8, PS 6, APU 5

S.PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente-João Alberto Rodrigues Peniche
Mandatos- APU 5, PS 4, AD 4

S.MARTINHO
Presidente-Manuel dos Santos Cabo
Mandatos- AD 6, PS 5, APU 2

ELEIÇÃO DE 15 DE DEZEMBRO DE 1985
S.MARIA E S.MIGUEL
Presidente-José António Martins do Vale
Mandatos-PSD 5, APU 4,PS 3, PRD 1

S.PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente- João Alberto Rodrigues Peniche
Mandatos- APU 4, PSD 3, PS 2

S.MARTINHO
Presidente-Álvaro Adolfo Baptista Ramires
Mandatos- PSD 4, PS 3, APU 2 

ELEIÇÃO DE 17 DE DEZEMBRO DE 1989 
S. MARIA E S.MIGUEL
Presidente-Jorge Afonso Teves Borges
Mandatos-COLIGAÇÃO DESENVOLVER SINTRA(PSD/CDS) 5, PS 4, CDU 4

S.PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente- Marcos Teotónio Pereira 
Mandatos-COLIGAÇÃO DESENVOLVER SINTRA 5, PS 4, CDU 4

S. MARTINHO
Presidente-João Pedro Miranda
Mandatos- COLIGAÇÃO DESENVOLVER SINTRA 4, PS 3, CDU 2

ELEIÇÃO DE 12 DE DEZEMBRO DE 1993 
S. MARIA E S.MIGUEL 
Presidente- António Pombal
Mandatos- PSD 5, PS 4, CDU 4

S.PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente-António Paulos
Mandatos- PS 5, PSD 4, CDU 4 

S.MARTINHO
Presidente-João Pedro Miranda
Mandatos- PSD 4, PS 3, CDU 2 

ELEIÇÃO DE 14 DE DEZEMBRO DE 1997
S. MARIA E S.MIGUEL 
Presidente-Teodora Freire
Mandatos-PS 6, PSD 4, CDU 3

S.PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente-António Paulos
Mandatos- PS 7, PSD 3, CDU 3 

S. MARTINHO
Presidente-Adriano Filipe
Mandatos-PS 8, PSD 3, CDU 2 

ELEIÇÃO DE 16 DE DEZEMBRO DE 2001
S.MARIA E S.MIGUEL 
Presidente-José Pinto Vasques
Mandatos- COLIGAÇÃO MAIS SINTRA (PSD/CDS) 6, PS 6, CDU 1

S.PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente-António Paulos
Mandatos-PS 6, COLIGAÇÃO MAIS SINTRA 5, CDU 2 

S.MARTINHO
Presidente-Adriano Filipe
Mandatos- PS 5, COLIGAÇÃO MAIS SINTRA 3, CDU 1 

ELEIÇÃO DE 9 DE OUTUBRO DE 2005
S.MARIA E S.MIGUEL 
Presidente-Eduardo Casinhas
Mandatos- COLIGAÇÃO MAIS SINTRA 6, PS 5, CDU 1, BLOCO DE ESQUERDA(BE) 1

S.PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente- Fernando Cunha
Mandatos-COLIGAÇÃO MAIS SINTRA 5, PS 5, CDU 2, BE 1 

S.MARTINHO
Presidente-Adriano Filipe
Mandatos-PS 6, COLIGAÇÃO MAIS SINTRA 3 

ELEIÇÃO DE 11 DE OUTUBRO DE 2009 
S.MARIA E S.MIGUEL 
Presidente-Eduardo Casinhas
Mandatos- COLIGAÇÃO MAIS SINTRA 7, PS 4, CDU 1, BE 1

S.PEDRO DE PENAFERRIM
Presidente-Fernando Cunha
Mandatos-COLIGAÇÃO MAIS SINTRA 6, PS 5, CDU 1, BE 1

S.MARTINHO
Presidente-Fernando Pereira
Mandatos- PS 6, COLIGAÇÃO MAIS SINTRA 6, CDU 1 



A História mostra-nos escolhas para todos os gostos, mandatos mais ou menos estáveis e nomes que ficarão gravados na sociedade sintrense. Contudo, para já, e até que algum governo central seja bafejado por um raio de lucidez e inteligência (que nem é necessário muita…) a eleição de três presidentes, cada um para cada freguesia, não irá acontecer. Por via da agregação, um só cidadão será incumbido da presidência das três freguesias da sede do concelho. 

A ele e aos restantes mandatados ser-lhes-á entregue a gestão de uma população de 30.000 habitantes e uma área de cerca de 65 km2, maior que muitos concelhos (a título de exemplo os vizinhos Amadora e Oeiras possuem respectivamente 23 e 45 km2 e o concelho do Porto 41km2) e de enorme heterogeneidade quanto às características sociais que a compõe. Diversas zonas industriais e empresariais, a especificidade da gestão nos bairros históricos, uma zona classificada de património mundial, a dinamização turística cada vez mais exigente, a diversidade de núcleos urbanos e rurais bastante definidos, a variedade de instituições prestadoras de serviços sociais carentes também elas de apoio, são, entre outras, vertentes de uma gestão que se observa muito mais exigente como nunca antes.
Maior exigência para os eleitos mas também para os eleitores, que deverão tomar consciência efectiva da sua participação cívica, para tal, bastando apenas exercer a sua cidadania. Sete nomes (e listas) se apresentam ao eleitorado para desempenhar a “Missão”:

Sintrenses com Marco Almeida – Eduardo Casinhas.

Sintra Pode Mais (PPD/PSD, CDS-PP, MPT) – Paulo Parracho.

Partido Socialista – Fernando Pereira.

Coligação Democrática Unitária – Licínio Peixe.

Bloco de Esquerda – André Beja.

Sintra, Paixão com Independência – Lino Pereira.

Partido Nova Democracia – Paulo Macôr.



A palavra é do Povo, afinal, todos nós.

sábado, 24 de agosto de 2013

Fotos de um século que já passou

DANIEL ANDRÉ
  Palácio da Pena
   Castelo dos Mouros
    Volta do Duche 
  Sintra- A Estefânea
  O Palácio da Vila, ainda fortificado

"Longe das ondas turvas da maldade,

Sobre este cume, entre rochedos nus,

És bem o extremo apoio que Jesus

Legou, por sua morte, à humanidade.



Vai bem à tua simples majestade

Este lugar que te foi dado, ó cruz,

Pois neste cimo é mais intensa a luz

E é mais intensa e bela a tempestade.



Feriu-te um dia o raio e, certamente,

Mais d’uma alma estranhou, irreverente,

Que o céu visasse o que une o céu à terra.



Mas eu sei bem que tu é que atraíste

A cólera do espaço, e assim cobriste

Com dois pequenos braços, toda a serra."


Francisco Costa  - Cruz Alta 1933




Tempos medievais na Península Ibérica

BÁRBARA JORDÃO RODHNER

Sobrevoo Portugal e Espanha e não encontro palavras para descrever o cheiro que se embrenha nos meus cabelos, a angustia que se enrola sobre e no meu peito e a raiva que palpita na minha garganta ...

Está literalmente TUDO a arder, mais uma vez...

São tempos medievais desde que me lembro ... Absolutamente Toooodos os verões, TODOS os anos; a história repete-se e ninguém faz nada e depois repete-se e ninguém faz nenhum ; e quando nada se faz; nada se muda; é tão certo como o eu me chamar Bárbara .

Padrões que se repetem, c-o-n-s-t-a-n-t-e-m-e-n-t-e, por varias razões que desconheço mas posso perfeitamente tentar calcular.:

A falta de acção nas aldeias; hoje em dia praticamente abandonadas no interior e no norte do pais levam muitos adolescentes e perversos a procurarem alguma acção através da agitação de um fogo; meios sociais que precisam de dramas para vender jornais e revistas pirosas cor-de-rosas, tanto interesse económico da parte de alguma empresas privadas de aviação que disponibiliza tanques e mão-de-obra a preços exuberantes nestas épocas, para não falar privadas que querem accionar os seguros e construtores que querem activar licenças e assim pergunto-me.:

Quantos psicólogos maravilhosos desempregados há neste pais? Quantos maravilhosos técnicos de investigação que traçam perfis de potenciais psicopatas em "trinta segundos" EXISTEM realmente e são formados e bem formados em e Por Portugal? Porque não se auto-nutre de apoio preventivo durante o ano e nao se prepara devidamente este nosso querido Estado, em estado totalmente ardido, a desenhar planos e estratégias de prevenção para apanhar psicopatas a tempo de evitar estes enormes fogos e para alertar a população para indicadores importantes para a denunciação essencial e tão preventiva ?

Irriita-me enquanto Mulher e Mãe e Cidadã Activa na sociedade a quantidade de homens e mulheres grandes e saudáveis presos e presas à espera; a precisar e a querer algo nobre para fazer; tanto "pateta-alegre" a encher discotecas e a encher a cabeça de estupefacientes neste Portugal inteiro; a celebrar férias quando não fez absolutamente nada o ano inteiro; Tanto desempregado a usar subsídios sem vontade nenhuma de se trabalhar e de trabalhar e Tanto trabalho comunitário URGENTE por e para fazer ...
Não poderia o Estado em estado ardido investir em cursos de prevenção e controlo de fogos e seleccionar pessoas para apoiar devidamente a nação em épocas destas para proteger os poucos ( que são mesmo poucos ) que ainda dão o corpo ao manifesto da reprodução e que ainda se esforçam e tentam educar os filhos segundo alguns valores importantes e noções realistas da vida ? Possam as mães dormir "minimamente" descansadas em casa com os seus filhos aninhados nos berços. Possam os pais providenciar comida para as suas famílias e também eles serem devidamente protegidos! Ontem morreu uma bombeira bem mais nova do que eu; deixou para trás uma filha de quatro anos com o coração em chamas ; chama essa que provavelmente nunca se irá apagar .

Pobre criança cuj'a sua alegria e inocência morreu por "nós" que "fumamos" levianamente e atiramos cigarros ao vento, que pensamos em roupas descapotáveis e fluorescente para ir para o próximo sítio fazer ABSOLUTAMENTE nenhum; pobre criança que foi privada de uma mãe para salvar esta minha e a nossa nação, que tem coisas boas, sim, mas neste assunto é absolutamente e ainda TÃO estúpida e arcaica!

Tempos medievais, sim ! Os que ainda se vivem nesta nossa partilhada península ibérica.

Já chega de padrões de fogos o verão inteiro;

Civismo meus senhores!!!!! Por favor.

Paz às Almas de quem se voluntaria .
Apenas uma mãe irada ;
Barbara Trigoso Jordão Rodhner
 
Foto Rodrigo Silva

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A arte de Filipe Costa

FILIPE COSTA  

Filipe Costa, nasceu no Penedo, Aldeia do Espírito Santo, alcandorada na Serra de Sintra. Cursou o Ensino Técnico tendo sido incentivado pelos seus Mestres Professores Martins Correia, Frederico George,Calvet de Magalhães –entre outros- a dedicar-se paralelamente ao desenho técnico e ao artístico.Bem cedo iniciou a sua actividade profissional como designer, tendo sido “art director” na prestigiada agência de publicidade“Serviço de Publicidade Suíço-Português” com algumas das suas criações distinguida. Extinta aquela agência, criou o seu próprio ateliê de design gráfico, onde por largos anos, exerceu a sua actividade. Desde os tempos do desenho manual e com várias técnicas, até à actualidade, utilizando novas vertentes tecnológica entretanto adquiridas proporcionaram-lhe, dedicar-se à ilustração vectorial assistida por computador, dos mais emblemáticos monumentos, edifícios característicos e paisagens da Região de Sintra. 
Exposições Colectivas (seleccionadas):1968. 1ª Bienal Luso-Espanhola de Publicitários, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa; 1993. Exposição Homenagem a Natália Correia,  Teatro Maria Matos, Lisboa,  Biblioteca Municipal de Beja, Beja; 1994. Exposição Homenagem a Natália Correia, Cine-Teatro José Lúcio da Silva, Leiria Exposição Homenagem a Natália Correia,   Ponta Delgada, Região Autónoma dos Açores; 2010. Exposição Retrospectiva da sua Actividade, na Galeria Municipal de Sintra. Abaixo, um dos seus trabalhos, duma série de doze que iremos apresentando regularmente neste espaço

PALÁCIO NACIONAL DE SINTRA

No centro da Vila Velha ergue-se a mole majestosa do palácio na sua diversidade arquitectónica que distingue três períodos: Joanino, Manuelino e Pombalino. Os vários corpos do Palácio Nacional de Sintra, donde se destacam as duas altíssimas e emblemáticas chaminés cónicas, encantam quem os visita. São muitas as salas magníficas que transmitem a ideia do fausto e da grandeza de um reino, mas também das tragédias que envolveram homens que nele reinaram.

O Paço da Vila de Sintra é hoje um palácio onde podemos recriar a vista e a imaginação.

O desenho denota a preciosidade do conjunto mas também do pormenor e a qualidade artística que não deixa de trazer a um primeiro plano destacado a formosa Fonte Renascença situada no patamar das escadas do pórtico principal.
Texto de António Augusto Salles