terça-feira, 26 de janeiro de 2016

In Memoriam Maria Almira Medina

ANTÓNIO LUÍS LOPES











"eras o desenho, não o que desenhavas. eras

as palavras, não o que elas diziam. eras a menina

girassol no olhar vivo e fugidio, não envelhecias.

terna alma agitada, doçura agreste, por vezes

o mar das Azenhas em dias de tempestade, de outras

a mansidão da Pena na tarde cálida de Agosto.

eras a lâmina, não a ferida. eras a causa, não a moda.

eras o grito, nunca o silêncio.

eras tu. apenas tu. imensamente tu. correndo da Foz

para a nascente. pintando o céu de vermelho.

adoçando o fel. chorando sem motivo ou rindo até

chorares.

Hoje levantei-me cedo, olhei a Serra pela

janela de casa

e vi desenhar-se o teu rosto."
 

4 comentários:

  1. Que bonita homenagem, tão verdadeira. Era tudo isso a Maria Almira que conhecemos.
    Muito obrigada.

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    1. Grato pelas suas amáveis palavras. António Luís Lopes

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. simplesmente Maria Almira Medina. Obrigado.

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