terça-feira, 10 de setembro de 2013

No tempo em que as discotecas da Praia das Maçãs eram moda

JOSÉ CARLOS SERRANO


Eu era puto quando ouvi falar na “Teia“. Tinha existido a uns 50 metros da Mercearia Camarão, no sentido das Azenhas, do lado esquerdo. Descia-se uns degraus e era uma casa, pequena. Ainda tinha a porta pintada!

A Concha! O gerente era o Valério, com Dj Joe, o porteiro,  o Cartaxo. Era  um grande sítio, com boa música, apetecível, por se situar no complexo das piscinas da Praia das Maçãs, um grande estacionamento. Estava sempre cheio. Tenho  muito boas recordações!

O Maria Bolachas, do João Tojal! O porteiro era o “Nau “. No início era muito seleta  nas  entradas. Muito elitista. Mas, com o tempo, virou moda. Uma discoteca acolhedora e simpática.

O Quivúvi!!! O porteiro, Sr. Pedro, o dono, Sr. Necas, os  Dj ,´s a Paula e o primo, Paulo. Foram  tempos de muita maluquice! Fui um bocado viciado naquele espaço. Tenho muito boas recordações e algumas menos boas!  Não posso contar nenhumas!

Situação única! Na altura trabalhava como paquete, em Lisboa, na rua de Campolide, na “Promotécnica” e o Sr.  Pedro também trabalhava  em Campolide, portanto, íamos no mesmo comboio. Quantas vezes ele me dizia: “oh puto, tens de ter juízo, senão ficas á porta “.

Eu era dos que tinha cartão livre-trânsito, mas ele era o homem  da porta, era ele!!!

O Casino, do Sr. Moreira e do Sr. Monteiro. Era um restaurante,  monumental,  com sala de jogos no 1º andar, decidiram  inverter o negócio,  e fizeram bem ,criaram um espaço diferente, com  ambiente diferente. Como começou  nos anos 80 era mais DiscoSound.

O Moby Dick, na Praia Grande, foi uma segunda discoteca do Valério. O porteiro, o Amadeu. Começou a fazer sucesso pelas matinés. Frente ao mar, a receita era a mesma: boa musica, bom ambiente, malta jovem!

O SoftTouch, no Penedo, era numa moradia, um excelente quintal. Fui poucas  vezes. Era um ambiente selecionado. Tinha um 1º andar, como se fosse um  bar, para se conversar e beber.

5 comentários:

  1. Nesses tempos era uma correria, tinhamos de picar o ponto numas quantas!!!

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  2. “Lua
    Eu quero ver o teu brilhar
    Lua
    Nua Lua
    Não há saudade sem regresso
    Não há noites sem madrugada
    Houvesse ao longe as guitarras nas quais vou partir
    Na neve construo a minha estrada
    Loucas são as noites que passo sem dormir
    Loucas são as noites
    Loucas são as noites que passo sem dormir
    Loucas são as noites”…

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  3. Em memória de Jorge Cosme, personagem incontornável da Praia das Maças dos anos 80...

    Ele andava por aí
    como tu e eu andamos
    queimando o cigarro,
    queimando os nervos.
    Nevoeiro no cérebro
    num bailado de fantasmas
    entre o frio e o zelo
    e a importância dos notáveis.
    Jorge Morreu
    Ele tinha a tua cara
    Ele tinha a minha cara
    Ele era ninguém
    que a vida desafiava
    Jorge um dia passou
    à frente da ventania
    entuando o refrão
    e uma velha melodia
    Jorge morreu
    Deixou a cidade,
    subiu à montanha
    entrando na paisagem
    onde um homem se amanha.
    Jorge parou
    os ponteiros da vida
    mergulhando os olhos
    no mar de água fria
    Jorge morreu
    (Jorge morreu – UHF)

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  4. Grandes tempos esses,foi uma pena terem deixado morrer a noite na praia das maçãs,sou filha do porteiro pedro do quivuvi que mais tarde foi também da concha,conheci bem a noite,muitas saudades

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