domingo, 9 de fevereiro de 2014

No tempo em que havia o Pinóquio em Sintra!


JOSÉ CARLOS SERRANO

O Pinóquio era um cão, de porte grande, preto, com umas malhas castanhas, cauda curta.

Nunca entendi quem era o dono. Era das pessoas!

Ou estava na Vila ou na Estação, de Sintra.

Com a particularidade de ser um bicho muito inteligente!

Davam-lhe uma moeda e ele ia ao Café Camélia, com a moeda na boca, deixava cair a moeda no balcão e recebia um pacote de açúcar ou um bolo.

Havia, como ainda há, pessoas mal intencionadas.

O meu pai era motorista da Cooperativa de Produtores de Leite de Sintra. Andava pelo Concelho de Sintra, a recolher o leite pelos postos que havia, em cada aldeia, ou diretamente aos produtores.

Um dia chega á Azóia e, no largo onde existem uns restaurantes, qual não é o espanto, lá estava o Pinóquio, deitado ao sol. Como o conhecia e estranhando ver o bicho tão longe dos locais habituais, chamou-o pelo nome. Deu um salto, todo contente, como quem “diz”: “Este gajo conhece-me”.

Meteu-o na camioneta e trouxe a “vedeta” de volta a Sintra.

Não sei como acabou, mas diabético deve ter sido.

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