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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sobre a Associação dos Espeleólogos de Sintra

JOSÉ GABRIEL MENDES

A AES-Associação dos Espeleólogos de Sintra fez no passado dia 17 de Fevereiro, 37 anos de existência.
Na verdade a sua formação deu-se logo  a seguir à revolução em 1974. Após várias tentativas falhadas por questões processuais e  pelas vicissitudes dos tempos que então decorriam, veio  a formalizar a sua existência apenas em 1977.
A AES é uma Associação que tem por fim contribuir para o desenvolvimento da espeleologia e para a defesa e protecção dos bens naturais e espeleológicos do concelho e do País. Disso mesmo deu provas ao realizar mais de uma dúzia de eventos nacionais de grande importância e expressão, de que se destacam os cinco ENES - Encontros Nacionais de Espeleologia de Sintra, as parcerias com a Unesco Portugal no Ano da Biodiversidade e Ano do Planeta Terra, a realização das duas Jornadas Quiropterianas - que envolveram a quase totalidade dos investigadores de morcegos em Portugal, o envolvimento decisivo na criação da Comissão Científica de Espeleologia da Federação Portuguesa da actividade e ainda a criação da unidade operacional CIR-Centro de Investigação da Regaleira.
A AES mantem  e promove o verdadeiro espirito associativo, hoje em dia tão raro. A sua noção de responsabilidade social, tem-na levado a percorrer escolas, centros educativos e museus, na demanda da divulgação científica e preocupação ambiental junto dos mais novos, mas também do público em geral. A AES é certamente um dos mais activos promotores nacionais para a desmistificação e conhecimento dos morcegos, mas também e não menos importante, um apoio imprescindível à investigação académica das 25 espécies existentes no continente.
Vamos continuar apostar no associativismo e no voluntariado, moldando-nos às novas realidades e comportamentos sociais, mas sempre fieis aos princípios subjacentes ao movimento associativo.
A Associação dos Espeleólogos de Sintra é por isso um orgulho pessoal, mas também para todos os sintrenses.   

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O Centro de Interpretação da Regaleira

JOSÉ GABRIEL MENDES

O CIR-Centro de Investigação da Regaleira foi formalmente constituído em Março de 2012, estabelecendo-se enquanto unidade operacional da Cultursintra, AES-Associação dos Espeleólogos de Sintra e FPE-Federação Portuguesa de Espeleologia.

O objectivo subjacente à criação desta unidade foi o de consolidar uma longa parceria no desenvolvimento de acções de Conservação e Educação Ambiental (desde 2002), assim como, a consequente Investigação no aproveitamento dos meios disponibilizados – técnicos e humanos - enquanto suporte à conservação e monitorização de quirópteros (morcegos), nomeadamente nas duas colonias de maternidade classificadas de interesse nacional – com estatuto de ameaça “CP-Criticamente em Perigo” e “VU-Vulnerável“ - por entre as 14 espécies de morcegos já identificadas nos espaços geridos pela Fundação Cultursintra.

Para garantir a Orientação e Avaliação Científica no CIR, para além da constante articulação com o ICNF-Instituto de Conservação da Natureza, foram estabelecidos protocolos com Universidades de Lisboa, Porto, Aveiro, e Évora.

O êxito alcançado, resultou em novas parcerias solicitadas pelas universidades do, Minho, Aberta e ISA-UTL, das quais resultaram vários trabalhos académicos - licenciaturas, mestrados, doutoramentos e pós-doutoramentos - desenvolvidos integralmente ou parcialmente na Quinta da Regaleira e/ou nos espaços onde o CIR promove estudos em parceria, como a Tapada Nacional de Mafra e o Palácio Nacional de Mafra.

O que se destaca no CIR enquanto promotor do desenvolvimento da ciência, é o seu caráter transversal ao meio académico nacional, reunindo colaboradores/investigadores de várias universidades e suportando as suas actividades no trabalho voluntário oriundo de várias áreas, nomeadamente da espeleologia e da biologia, mas também das tecnologias, como a electrónica, e a informática nas suas mais variadas valências.

Esta característica agregadora, potenciou que o CIR assumisse a realização das Jornadas Quiropterianas, já com duas edições realizadas, evento de periodicidade bienal e que se assumiu, de forma amplamente reconhecida, como o mais importante acontecimento verificado em Portugal, de apresentação e discussão de estudos e trabalhos científicos respeitantes à temática dos Morcegos.

Os interessados em participar enquanto voluntários nos projectos desenvolvidos no CIR, podem manifestar o seu interesse e obter mais informações em cir.bats.regaleira@gmail.com ou pelo telefone 962924142.